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quinta-feira, 27 de maio de 2010

DE PALAVRAS...

“A gratidão é a memória do coração.”
(Antístenes)


Tenho, às vezes, abraços agarrados às palavras. Redondos. Quentes. São abraços de casa, são abraços de amigos, são abraços da terra onde me guardo todos os dias. São abraços de um Deus que me escreveu a vida como se escreve um poema: escolhendo as imagens mais doces, procurando as rimas mais ricas, fazendo de mim uma mulher feliz.
Tenho palavras para dar. As minhas. As de outros. As que o silêncio me segreda quando fecho os olhos e procuro dentro de mim o que me falta.
A minha palavra de hoje é, por si só um abraço. É a palavra obrigada!, assim exclamada pela força da minha verdade. Tem um coração à volta para a proteger do frio do esquecimento, da falta de humildade que, às vezes também, se quer sentar comigo à mesa para me falar do futuro.
Tenho palavras. E mãos. E abraços. E tenho uma Força que não é minha e que me diz, todos os dias, que é preciso falar de esperança, de paz, de um Amor infinito e de um mundo que pode ser um bocadinho melhor.
Tenho palavras. E coração. Sei que o tempo é de agradecer e de pedir à Senhora que ficou comigo que me ensine a sabedoria dos simples.

MEU SIMAO DAQUELA TARDE

Amigos
A vossa presença foi um abraço para a vida. A felicidade que me vestiu o dia 25 de Maio deveu-se a todos os que fizeram do Meu Simão o Seu Simão.
Muito obrigada!

domingo, 23 de maio de 2010

MEU SIMÃO DAQUELA TARDE.

Onde moram as hitórias antes de um autor as passar para o papel?
Onde começa a ficção e acaba a vida?
Será que o Simão, poeta em busca de si, conseguirá escrever um romance de Amor?


À procura das respostas:
Feira do Livro; Pavilhão dos Autores, dia 25 de Maio, terça-feira; 18.30H

domingo, 2 de maio de 2010

PORQUE MÃE É BEIJO DE DEUS

Quando o grito do princípio se cala, o olhar do menino fixa o rosto de Deus. E o rosto de Deus está colado ao olhar da mãe que lhe embala o sono. E é um olhar de amor infinito, capaz de dar o que tem, capaz de inventar o que não tem para o fazer feliz.
Mãe é o primeiro nome de Deus. E tem gosto a leite e a promessas. Tem música de beijos e de perdão. Tem cheiro a terra quando a Primavera a acorda e Maio lhe enfeita os caminhos com flores pequeninas.
Mãe é o colo sem limites onde se guarda o caminho de casa quando nos perdemos de nós, as lágrimas que nos refrescam a febre, o perdão de todos os crimes. Porque as mães são os anjos que Deus criou para nos amparar nas quedas, para nos proteger do frio, para dizer a cada um
- meu filho
e sermos únicos no meio da humanidade.
O beijo da Mãe é o beijo de Deus, quando a inocência se escreve no nosso olhar, quando a adolescência nos obriga a fazer perguntas, quando a juventude nos dá a ilusão de acreditar na nossa força, quando a vida nos obriga a procurar outros mares e outros abraços, quando o Outono nos mostra as fragilidades do nosso corpo e a solidão dos sentidos.
O regaço da Mãe é o regaço de Deus, quando a noite cai e temos medo, quando o sol se abre em alegrias, quando o tempo se faz eterno, quando a dor cala os pássaros ou as amoras nos tingem a boca com o sangue da terra.
Por ela, conhecemos as fadas e os heróis. Por ela, conhecemos o dom das palavras caladas e das lágrimas tatuadas no peito à espera que os nossos passos regressem a casa. Por ela, conhecemos uma Mulher que ficará connosco, mesmo quando ela adormecer nos braços frios da morte.
Por ela, aprendemos a rezar:
- Ave-Maria, Santa Maria, rogai por nós, agora e na hora da nossa morte.
Mãe é palavra de Deus levada à letra: “Amai-vos como eu vos amei!”. Até ao fim, portanto. Até depois do fim. Até à saudade que fica depois dela se ter ido embora. Até sempre.

Mãe é o coração de Deus ensinado aos homens.