
Deixem-me partilhar um momento. Hei-de guardá-lo no aperto que me ficou na garganta, na ternura do olhar, no futuro que espreitava de um lugar imprevisível - uma estação de serviço, algures a caminho de Sines.
Deixem-me partilhar o sorriso, andorinha de beiral, à procura da vida.
Deixem-me experimentar as palavras . Mas, por favor, não me deixem a falar sozinha. ajudem-me a dizer que sim, que se faz um ninho de um qualquer lugar.
Deixem-me ler-vos tambem. O sopro das vossas palavras empurrará as minhas para fora do ninho