Dizem que sim. Que vão sem olhar para o que ficou na margem da vida. Que hão-de partir para onde for preciso estar, na entrega total de quem são, na verdade de cada um.
Hão-de derramar-se no chão e deixar, nesse despojamento, os desejos do mundo. Hão-de vestir-se de Deus e deixar que Ele faça o resto. Vão. Mesmo que as lágrimas teçam cortinas nos seus olhos. Mesmo que o medo lhes prenda as liberdades. Mesmo que a dor grite, ensurdecendo os silêncios necessários para escutar os sussurros da brisa aos ouvidos das árvores ou a doçura dos rouxinóis a enfeitiçar as manhãs.
O mar. Estes rapazes procuram o Mar. E o Mar tem nome de irmão, de esperança e de coragem. O Mar tem nome de entrega e veste uma túnica limpa e tem abraço de Pai e uma lei que aponta futuros novos, mais azuis.
O mar. Estes rapazes têm o Mar no peito, pendurado numa cruz que guardam no colo e que é arma de luz e essência de vida.
Hão-de conhecer a direcção dos ventos e a força dos mares. Hão-de lançar a âncora muitas vezes. Hão-de desencalhar as canoas que derem à costa no calhau. Hão-de partir e regressar muitas vezes . Hão-de ir. Estes rapazes hão-de ir. Muitas vezes. E voltar. Muitas vezes também.
Dizem que sim. Que o Mar os inspira, porque são do Mar. E o Mar é esse infinito com voz de Deus, a mesma voz que, um dia, os chamou pelo nome e pediu a cada um:
- Vem. Segue-me.
Dizem que sim. Como terão de fazer todos os dias das suas vidas.
Que o Mar [imagem do infinito de Deus] os guarde. Que eles saibam ser marinheiros fiéis. E se façam à Distância. Porque nesse longe mora o coração dos homens.
E se precisarem, há muitas canoas no mar. As nossas. Dentro delas, temos braços para ajudar a remar.
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quinta-feira, 28 de julho de 2011
sexta-feira, 13 de maio de 2011
eu vou
- Eu vou.
É esta a chave desta semana. O verbo ir reveste-se de um significado maior, porque coragem, porque serviço, porque caminho que se faz, acertando os passos com o coração.
Os jovens entendem esta linguagem. Sabem que as mãos servem para dar, que os braços servem para abraçar e que as palavras têm o poder de salvar e perdoar e beijar e mudar a ordem do universo.
Alguns são chamados. Especiais. Os fortes respondem,
- presente,
mesmo sabendo o que isso significa de entrega, de despojamento, de escolhas. Procuram, então, o seu lugar, a melhor maneira de seguir as pegadas que Deus deixou na areia do chão. Deixam as redes arrumadas na praia, libertam-se do que não vai ser preciso e deitam fora tudo o que pesa. Sabem que a vida vai ser outra e que o caminho é para lá, sempre para lá, para mais perto das gentes, para mais perto de si.
Quem aceita o desafio, levanta a âncora, prepara a luz para alumiar as noites, põe a esperança na bagagem, deixa no cais a saudade do que fica e vai. Segue o caminho que escolheu. Porque nesta viagem, é possível escolher: entre carismas e talentos, entre silêncios e palavras, entre o amor e o amor. Esta é a escolha definitiva. Igual para todos os serviços, igual para todas as marés.
- Eu vou
é a decisão da generosidade, o grito jovem de quem não tem medo da voz do vento que chama pelo seu nome, de quem não tem medo de arrumar os passos, de arrumar a vida, de procurar a razão para a sua felicidade.
Quem vai, vai. Mesmo sabendo das tempestades e da intensidade dos sóis que parecem derreter as coragens. Mesmo sabendo que, às vezes, será um navegador solitário que luta contra a indiferença do mar.
Quem fica prepara o mar. Alisa as ondas para facilitar o caminho. Fica às portas dos regressos para poder ajudar.
É preciso não ter medo de escutar. O seu nome é o mais bonito de todos os nomes. Vá. A decisão de ir é sua. Leve um abraço para o caminho.
É esta a chave desta semana. O verbo ir reveste-se de um significado maior, porque coragem, porque serviço, porque caminho que se faz, acertando os passos com o coração.
Os jovens entendem esta linguagem. Sabem que as mãos servem para dar, que os braços servem para abraçar e que as palavras têm o poder de salvar e perdoar e beijar e mudar a ordem do universo.
Alguns são chamados. Especiais. Os fortes respondem,
- presente,
mesmo sabendo o que isso significa de entrega, de despojamento, de escolhas. Procuram, então, o seu lugar, a melhor maneira de seguir as pegadas que Deus deixou na areia do chão. Deixam as redes arrumadas na praia, libertam-se do que não vai ser preciso e deitam fora tudo o que pesa. Sabem que a vida vai ser outra e que o caminho é para lá, sempre para lá, para mais perto das gentes, para mais perto de si.
Quem aceita o desafio, levanta a âncora, prepara a luz para alumiar as noites, põe a esperança na bagagem, deixa no cais a saudade do que fica e vai. Segue o caminho que escolheu. Porque nesta viagem, é possível escolher: entre carismas e talentos, entre silêncios e palavras, entre o amor e o amor. Esta é a escolha definitiva. Igual para todos os serviços, igual para todas as marés.
- Eu vou
é a decisão da generosidade, o grito jovem de quem não tem medo da voz do vento que chama pelo seu nome, de quem não tem medo de arrumar os passos, de arrumar a vida, de procurar a razão para a sua felicidade.
Quem vai, vai. Mesmo sabendo das tempestades e da intensidade dos sóis que parecem derreter as coragens. Mesmo sabendo que, às vezes, será um navegador solitário que luta contra a indiferença do mar.
Quem fica prepara o mar. Alisa as ondas para facilitar o caminho. Fica às portas dos regressos para poder ajudar.
É preciso não ter medo de escutar. O seu nome é o mais bonito de todos os nomes. Vá. A decisão de ir é sua. Leve um abraço para o caminho.
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