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domingo, 10 de julho de 2011

NEGOCIOS


Hoje, sou eu que lhe empresto o meu sorriso. É pelas vezes que me emprestou o seu. Entrego-lhe aquilo que sei fazer e que é o melhor de mim. Em troca, peço-lhe que esteja comigo, na contemplação deste sol e deste mar que abraça esta ilha onde moramos e que nos habita, também.
Fazemos assim, esta semana: trocamos abraços por palavras. Eu conheço palavras doces: palavra amor, palavra amigo, palavra ficar. Trocamos sonhos antigos de futuros por segredos de um tempo bom em que nos bastava viver para ser feliz. Trocamos apertos de mão por esperança e ameixas amarelas por flores do campo.
Tenho silêncios pequeninos para troca. Preciso daquele Silêncio com voz de Deus, aquele que acende as noites mendigas de lua.
Preciso de frases brancas e metáforas novas. Dou em troca o trabalho das minhas mãos e a vontade de mudar alguma coisa, também dentro de mim.
Hoje, ofereço-lhe as minhas palavras. Faça-as suas, se isso lhe der jeito para completar a caderneta de cromos que é a vida. Precisamos uns dos outros. Todos. Uns têm os sentidos, outros os não-ditos; uns têm a ideia, outros a vontade; uns têm a esperança, outros a coragem; uns têm a música, outros os instrumentos.
Tenho alguns cromos repetidos. Faltam-me ainda muitos para completar a caderneta. E há uns raros… se alguém tiver…
Preciso de si, portanto. E das suas histórias. E das suas lembranças. E da verdade da sua leitura.
Entretanto, empresto-lhe o sorriso das minhas palavras. É pelas vezes que me sorriu. E me deu ânimo. E me abraçou.
Fico à espera. Tenho cromos para troca. Mas tenho, também, muitos quadradinhos da caderneta por completar.
Um abraço.

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