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sábado, 4 de junho de 2011

NOS

Vestimos a camisola? Está nela marcado o símbolo que nos une, um grito comum, o mesmo clube, a mesma ideologia, a mesma voz.
Quando vestimos a mesma camisola, somos um, apesar das nossas diversidades, das diferenças das nossas vozes. Ficamos juntos num lugar só nosso. Como se o mundo fosse a nossa casa e nós fôssemos capazes de entoar o refrão do mesmo hino.
A camisola irmana. Tem a função da bata da nossa meninice: esconde a marca da nossa riqueza e da nossa pobreza; esconde o valor do que vestimos para mostrar aquilo por que lutamos.
Vestir a camisola implica morrer por ela, viver em função do que ela significa. Com ela vestida, vibramos pelo nosso clube, mesmo que ele nunca ganhe a taça; gritamos o nome dos candidatos, mesmo que ele nunca se eleja; damos as mãos para rezar ao mesmo Deus, calamos os mesmos medos, amparamos as mesmas quedas.
Às vezes, porém, vestimos a camisola para dormir. Nessas noites, vestimo-las separados. Sentimo-nos confortáveis, porque, numa casa qualquer, alguém terá vestido uma camisola semelhante à nossa. Talvez sonhemos sonhos semelhantes.
Vestir a camisola significa estar junto. Apesar das diferenças do coração. E isso é muito bom!

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